Câncer Ginecológico
Por que escolhi essa área
A oncologia ginecológica é a área que mais gosto de atuar dentro da cirurgia oncológica. Ela engloba as neoplasias que acometem o aparelho reprodutor feminino — o útero, os ovários, o colo do útero e a vulva.
Tive a oportunidade de fazer minha residência em um dos maiores centros oncológicos do Brasil, o Hospital A.C. Camargo Cancer Center, onde acompanhei de perto, por três anos, a rotina e a luta que é o tratamento das pacientes com câncer. Considero esse período um marco na minha vida. Desde então, sinto que a minha missão é oferecer o melhor cuidado possível a essas pacientes — tanto no momento da cirurgia quanto em todo o acompanhamento.
É verdade que a rotina pode ser desgastante: o sofrimento da paciente e de sua família se torna parte da jornada que vivo ao lado delas. Mas hoje não consigo me imaginar fazendo outra coisa da vida.

Os cânceres ginecológicos que trato
Câncer do colo do útero
É um dos cânceres mais frequentes na mulher brasileira e está fortemente associado à infecção persistente pelo HPV. A boa notícia: é uma doença prevenível (vacinação e exame preventivo) e, quando diagnosticada precocemente, altamente tratável.
- Sinais de alerta: sangramento fora do período menstrual, sangramento após a relação sexual, corrimento persistente com odor
- Diagnóstico: exame preventivo (Papanicolau), colposcopia e biópsia; exames de imagem para avaliar a extensão
- Tratamento: nos estágios iniciais, a cirurgia é o pilar do tratamento — de procedimentos conservadores (que podem preservar a fertilidade em casos selecionados) até a histerectomia radical, realizada preferencialmente por via minimamente invasiva quando há indicação segura. Casos mais avançados são tratados com radioterapia e quimioterapia, em conjunto com a equipe de oncologia clínica.
Câncer do endométrio (corpo do útero)
É o câncer ginecológico mais comum nos países desenvolvidos e vem crescendo no Brasil, com relação importante com obesidade, diabetes e hipertensão. Acomete principalmente mulheres após a menopausa.
- Sinal de alerta principal: sangramento vaginal após a menopausa — qualquer sangramento nessa fase deve ser investigado
- Diagnóstico: ultrassom transvaginal, histeroscopia com biópsia do endométrio, ressonância para estadiamento
- Tratamento: essencialmente cirúrgico — histerectomia com retirada de tubas e ovários e avaliação dos linfonodos, hoje realizada com técnicas modernas como a pesquisa do linfonodo sentinela, preferencialmente por cirurgia robótica ou laparoscópica, com recuperação mais rápida e menos complicações.
Câncer de ovário
É o mais silencioso dos cânceres ginecológicos: os sintomas são vagos e, por isso, a maioria dos casos é diagnosticada em estágios mais avançados. É também o câncer em que a qualidade da cirurgia mais impacta diretamente o resultado do tratamento.
- Sinais de alerta: distensão abdominal persistente, sensação de empachamento, dor pélvica, aumento do volume abdominal, alterações intestinais ou urinárias sem causa aparente
- Diagnóstico: exames de imagem (ultrassom, tomografia, ressonância) e marcadores tumorais; a confirmação muitas vezes é cirúrgica
- Tratamento: o objetivo central é a cirurgia de citorredução completa — remover toda a doença visível, o que pode exigir procedimentos em múltiplos órgãos da pelve e do abdome. É aqui que minha formação em cirurgia oncológica, com domínio da cirurgia ginecológica e também intestinal, faz diferença no planejamento e na execução em tempo único. A quimioterapia complementa o tratamento na maioria dos casos.
Câncer de vulva
Mais raro, acomete principalmente mulheres idosas, mas vem aumentando em mulheres mais jovens pela associação com o HPV. Por vergonha ou desconhecimento, muitas pacientes demoram a procurar avaliação — o que atrasa o diagnóstico.
- Sinais de alerta: ferida na vulva que não cicatriza, caroço ou verruga que cresce, coceira persistente, dor ou sangramento local
- Diagnóstico: exame clínico e biópsia da lesão
- Tratamento: cirúrgico na maioria dos casos, com técnicas atuais que buscam remover a doença com segurança oncológica e o mínimo de mutilação, incluindo a pesquisa do linfonodo sentinela na virilha, que evita esvaziamentos extensos desnecessários.
Como funciona o tratamento comigo
Cada caso é discutido de forma individualizada, considerando o tipo e o estágio do tumor, os tratamentos já realizados e os objetivos de cada paciente. Atuo em conjunto com uma equipe multidisciplinar — oncologia clínica, radioterapia, patologia e radiologia — porque o tratamento moderno do câncer é um trabalho de equipe.
E, quando há indicação cirúrgica, minha equipe acompanha a paciente passo a passo até o dia da cirurgia: autorizações, exames pré-operatórios, preparo e orientação em cada etapa.
Se você recebeu um diagnóstico de câncer ginecológico, ou está investigando uma suspeita, agende uma avaliação. Um plano de tratamento bem construído desde o início faz toda a diferença.
Tratamento especializado e individualizado
O tratamento para casos brandos pode ser medicamentoso. Porém, quando a endometriose infiltra a parede dos órgãos e apresenta sintomas muito debilitantes, está indicado o tratamento cirúrgico.
Quando a cirurgia está indicada, a via preferencial é a minimamente invasiva, seja por videolaparoscopia ou cirurgia robótica. Essas abordagens proporcionam recuperação mais rápida, menor risco de complicações e resultados mais precisos.
Quando a paciente ainda deseja engravidar no futuro, o tratamento é planejado para preservar o útero, as trompas e os ovários.

Dr. Eric Drizlionoks
CRM 163976 / RQE 82405
Cirurgião oncológico com atuação focada em cirurgias do aparelho pélvico feminino, tratamento de endometriose profunda e procedimentos de alta complexidade, unindo precisão técnica, segurança cirúrgica e cuidado individualizado.
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